Sábado, 19 de Abril de 2025

Papa inicia novo ciclo de catequeses sobre a paixão pela evangelização

11 de Janeiro de 2023 Papa inicia novo ciclo de catequeses sobre a paixão pela evangelização

O Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses na Audiência Geral, desta quarta-feira, 11, dedicado a um tema urgente e decisivo para a vida cristã: a paixão pela evangelização, ou seja, o zelo apostólico

Segundo o Pontífice, “trata-se de uma dimensão vital para a Igreja: com efeito, a comunidade dos discípulos de Jesus nasce apostólica, missionária, não proselitista e isso desde o início tivemos que distinguir”. “Ser missionário, ser apostólico, evangelizar não é o mesmo que fazer proselitismo, não tem nada a ver uma coisa com a outra. É uma dimensão vital para a Igreja”, sublinhou.

Igreja em saída



O Santo Padre frisou que Espírito Santo plasma a Igreja em saída a fim de que não permaneça fechada em si mesma, mas seja extrovertida, testemunha contagiosa de Jesus, destinada a irradiar a sua luz até aos extremos confins da terra.
Contudo, o Papa explicou que pode acontecer que o ardor apostólico, o desejo de alcançar os outros com o bom anúncio do Evangelho, diminua. “Quando a vida cristã perde de vista o horizonte do anúncio, adoece: fecha-se em si mesma, torna-se autorreferencial, atrofia-se. Sem zelo apostólico, a fé esmorece. Ao contrário, a missão é o oxigênio da vida cristã: a tonifica e a purifica”, alertou.

Redescoberta da paixão evangelizadora



Em seguida, Francisco iniciou o caminho de redescoberta da paixão evangelizadora, começando das Escrituras e do ensinamento da Igreja, para haurir das fontes o zelo apostólico. Depois, o Pontífice destacou que serão abordadas algumas nascentes vivas, algumas testemunhas que reacenderam na Igreja a paixão pelo Evangelho, a fim de que ajudem a reavivar o fogo que o Espírito Santo quer fazer arder sempre.

“No episódio evangélico do chamado do apóstolo Mateus, tudo começa com Jesus, que vê – diz o texto – «um homem». Poucos viam Mateus como era: conheciam-no como aquele que estava "sentado no banco dos impostos". Era cobrador de impostos: ou seja, alguém que cobrava os tributos em nome do império romano, que ocupava a Palestina. Em síntese, era um colaboracionista, um traidor do povo. Podemos imaginar o desprezo que o povo sentia por ele: era um publicano”, comentou.

Mas, aos olhos de Jesus, frisou o Papa, Mateus era um homem, com as suas misérias e a sua grandeza. “Jesus não se limita aos adjetivos, Jesus sempre procura o substantivo. Este é um pecador, este é um tal… são adjetivos”, disse. O Santo Padre reforçou então que Jesus vai à pessoa, ao coração, esta é uma pessoa, este é um homem, esta é uma mulher, Jesus vai à substância, ao substantivo, nunca ao adjetivo, deixa passar os adjetivos.

“Enquanto entre Mateus e o seu povo há distância, Jesus aproxima-se dele, porque cada homem é amado por Deus. Este olhar de Jesus que é belíssimo, que vê o outro, quem quer que seja, como destinatário de amor, é o início da paixão evangelizadora. Tudo começa a partir deste olhar, que aprendemos com Jesus”, pediu.
Olhar de Jesus

O Pontífice convidou todos os católicos a fazer as seguintes perguntas: “Como vemos os outros? Quantas vezes vemos os seus defeitos e não as suas necessidades; quantas vezes etiquetamos as pessoas pelo que fazem ou pensam! Até como cristãos, dizemos: é ou não é dos nossos? Este não é o olhar de Jesus: Ele olha sempre para cada um com misericórdia e predileção”.

Segundo o Papa, os cristãos são chamados a fazer como Cristo, olhando como Ele, especialmente para os chamados “distantes”. Efetivamente, explicou, a narração da chamada de Mateus conclui-se com Jesus que diz: «Não vim chamar os justos, mas os pecadores!». Para Francisco, se cada um se sente justo, Jesus está distante, pois Ele se aproxima das limitações e misérias humanas para curar.

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